Badulaques de uma Menina
   20 anos

Caminhadas e pedaladas

Danças que vem de um ‘balett esquisito’

Clima leve

Encontro com o semântico

Corrida contra o tempo e o ponteiro eletrônico

Mais uma década se aproxima

 

 

 



Escrito por Thalita Arifa Esteves às 12h41
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   Menino Transgressor

Passou por mim feito o vento
Que traz a brisa leve
A tocar o rosto
E traz também rajadas fortes
Dessas que deixam pequenos estragos
Em nossos tetos e quintais

Trouxe uma luz meteórica
Em um curto espaço de tempo,mas marcante

Menino do beijo doce
De contradições
Olhos bem vivos e abertos
Metáforas e passos de dança
Gritos inesperados e canções
Toque sutil

Mais que encanto
Menos que paixão
Um semblante alegre
Vozes que passeiam nas recordações

Escolha certa em tempo errado
Breve veio e passou
Eu? Aqui estou


Escrito em 19/10/2007




Escrito por Thalita Arifa Esteves às 10h42
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   Sonho Infantil

Pedalando vem criança
Trazendo a esperança
Latejando com ardor
Já que a vida sem sabor
Vem roubar seu coração
Girando em seu próprio eixo
Por conta do despeito
Cria sonhos, fantasia
Já que o meio não lhe ensina
Outra forma de fugir
Dos monstros que ela não criou
Do medo ao qual não consentiu
Das verdades tão cruéis
Do engano que é sutil

Não desite
Quase alcança
Tropeça...
Mas, levanta
Segue em frente, adiante
Com semblante radiante
Pros fantasmas dos obstáculos
Ter ela força de enfrentar
Vai crescendo, almejando
Buscando, tentando
E finalmente encontrando
Uma estrada pra trilhar


Escrito durante o primeiro semestre de 2005 (meu predileto!)



Escrito por Thalita Arifa Esteves às 00h04
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   Meu paradoxo você

Meus gostos, seus opostos
A certeza mais incerta
Minha seca e enchente
Meu bem e meu mal
Dia frio e dia quente
Paraíso e inferno
Beijo doce e abraço terno
O bom e o ruim
O começo, o meio e o fim
Desse sonho e pesadelo
Que são você pra mim
Noite boa
Sua boca
Tarde amena
O olhar apenas
Manhã estranha
O vento torto
Um novo rosto
O pior a enfeitiçar
Alegria corriqueira
Cotidiano cíclico
Mais um velho amigo
Pra quem sabe eu cultivar
Um bom papo a jogar fora
Novidades a recriar
É só um tiro no escuro
Um alvo a definhar
Talvez...

Escrito em 04/07/06


Escrito por Thalita Arifa Esteves às 23h50
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   Promessas soltas no ar

Reflexo e espelho
Ponteiro eletrônico
Medidas intermináveis
Preces inabaláveis
Promessas soltas no ar

E aos 62, o equilíbrio termina
Me leva pra longe e desatina
As dores do mal que eu fiz a mim
Sem prever a cura, sem prever o fim
Mas que teimo em considerar

Novamente o ponto
Mais uma vez o discurso
É o velho discurso inválido de sempre
Cheio de memórias soltas
De tempos distantes
Contraposições e números
Em um jogo de cartas confusas

Novamente as promessas
Todas me lançam pra longe
E aos 59, o equilíbrio retorna
Me traz de volta e leva embora
Tudo aquilo que já me fez chorar
E dá espaço para renascer
Outro fio condutor
Que traga enfim a paz
E leve pra nunca mais voltar
Aquela que me fez sofrer
A dor

Escrito entre meados de 2006 e 2007



Escrito por Thalita Arifa Esteves às 23h45
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   O mês é fevereiro

Hoje é vinte e oito
Hoje é carnaval
E com o mês de fevereiro
Acabou também o nosso amor
Talvez ele ressurja
Numa próxima estação
Talvez renasçam as flores
Que eu deixei cair no chão
Chão que você pisou
E eu fui contar os passos
Pra que ficassem vivos em mim
Os beijos e os abraços
Desse sonho que embalamos
Na noite de terça-feira
Mas que para meu desencanto
Morreu com as cinzas da quarta-feira

Escrito em 28/02/2006


Escrito por Thalita Arifa Esteves às 23h27
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   Fragmentos da Noite

Os estilhaços do destino
Destroem a esmo
Sem validar o apreço
Dessa singela lentidão
Se for pra ser só
Que seja sem pranto
No riso e no canto
Para que a dor não se demore a passar
E se a vida não desatar
Esse amarrar de encontros e desencontros
Que eu faça disso o ponto de partida pra recomeçar
Nem outra vida, nem outra história
Apenas um pedaço daquilo que a luz pode oferecer

Escrito em 16/08/2005


Escrito por Thalita Arifa Esteves às 23h17
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   “AMANHÃ EU COMEÇO!”

"Pois tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda”. Erasmo e Roberto Carlos tinham razão. As coisas mais deliciosas da vida nem sempre nos fazem bem. Sobre a última, cada vez mais pessoas com pré-disposições genéticas “não abençoadas” têm sofrido.
A obesidade é uma doença que atinge cada vez mais os centros urbanos e é considerada uma epidemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O problema atrai outras complicações como hipertensão, diabetes e colesterol alto, além da depressão, uma das principais causas porque o obeso não se sente motivado a lutar.
Mesmo para quem pretende perder apenas alguns quilinhos e não consegue, libertar-se da “mania” de comer nem sempre é fácil. Isso porque para algumas pessoas, alimentar-se é como uma espécie de válvula de escape para os problemas emocionais. A ociosidade leva, muitas vezes, o indivíduo à desesperadora vontade de ingerir alimentos simplesmente pelo prazer que isto lhe proporciona e não pela fome.
É possível estabelecer uma analogia entre um viciado em nicotina e alguém que está fora de seu peso ideal. Mesmo sabendo que um pacote de biscoitos recheados é altamente calórico, o que, naturalmente, atrapalha seus planos de abandonar a “vida de gordinho”, o obeso quase sempre opta por comer. Assim como o fumante, no instante em que o desejo surge, ele só pensa em saciá-lo, não importando as consequências deste ato.
É como se já tivesse a seguinte carta na manga (que nesses casos aparece prontamente e quase como uma defesa contra sua auto-condenação): “Amanhã começo o regime!”. Para ele, é a garantia de que apesar de mais um fracasso, ele ainda não desistiu de sua meta.
O que este indivíduo provavelmente não sabe é que seu desejo de emagrecer é tão intenso quanto o de comer. A questão é o tempo que cada um deles leva para acontecer. Para obter satisfação durante o processo de emagrecimento, é necessário tempo para que os resultados possam ser visualizados. Já quando se quer comer um chocolate, alguns segundos bastam para tal. E é exatamente esta disparidade entre os dois que faz do desejo de comer o vilão de todas as dietas, sejam elas iniciadas às segundas-feiras ou não.
O imediatismo é o ponto central desta discussão. O homem quer tudo para “ontem”, característica que é um dos reflexos do mundo capitalista globalizado. É difícil para um obeso entender que ele precisa de tratamento médico e psicológico e que a reversão de seu quadro demanda tempo. Perseverar não é tarefa fácil.
A prova disso é que só aqui no Brasil, o número de pessoas com obesidade mórbida cresceu mais de duas vezes e meia em trinta anos. Segundo pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), 609 mil adultos apresentam o problema, sendo a maioria mulheres. No ano passado, 2700 cirurgias de redução de estômago foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), número este que ainda é pequeno, afinal, não se trata apenas de valores estéticos , mas da qualidade de vida de cada uma destas pessoas.
Todos os dias pela manhã, milhares de promessas são feitas de uma vida nova, livre de estigmas e estereótipos, mas que nem sempre encontram um final feliz. E se você é amigo ou parente de alguém que sofre ou caminha para este mal e já não aguenta mais ouvir este discurso, desista de aconselhá-lo. Não são os seus dizeres e o de mais ninguém que o farão mudar de comportamento. O obeso já se auto-flagela por demais quando o assunto é a balança ou o espelho. Palavras de incentivo como “você vai conseguir” ou mesmo observações sobre um possível emagrecimento, quando ele acontece, são importantes. E é claro, procure convencê-lo sobre a importância de procurar auxílio médico e terapêutico. Sozinho qualquer um se sente incapaz.


Escrito por Thalita Arifa Esteves às 22h20
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BRASIL, Sudeste, MOGI DAS CRUZES, Mulher, de 20 a 25 anos, Escrever, cantar e, às vezes, tocar

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